Reunião Ordinária da Câmara é marcada com relação à reprovação do PR que poderia garantir a presença de uma mulher na Mesa Diretora

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Mais uma vez foi movimentada a Reunião Ordinária desta semana, na Câmara. A sessão que aconteceu na terça-feira (25) foi marcada pela participação popular na “Tribuna do Povo”. A primeira que se inscreveu, com duas pautas, foi Tamara Dutra. Depois foi a vez da coordenadora do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ), Patrícia Silveira, usar o espaço para esclarecer sobre os serviços prestados pela unidade.

Tamara Dutra faz parte do Conselho Municipal dos Direitos das Mulheres e questionou a reprovação do Projeto de Resolução que poderia garantir a presença de uma mulher na Mesa Diretora. “Vim para apresentar o conselho para a Casa para um diálogo produtivo”. Tamara também cobrou uma posição do Legislativo sobre a ocupação do bairro Cidade de Deus.

No caso de Patrícia Silveira a solicitação do espaço foi para esclarecer “aos moradores que vêm solicitando um serviço que o CCZ não presta”. O objetivo do CCZ, de acordo com a veterinária é melhorar a qualidade do serviço e a imagem que a instituição tem perante a sociedade. O CCZ tem várias funções, uma delas é o controle da leishmaniose canina.

Nas duas situações o presidente da Câmara, vereador Pr. Alcides (PP), franqueou aos colegas a possibilidade de se manifestarem. Caio Valace (Pode), sobre a participação de Tamara, afirmou que “nada obsta que tenhamos mulheres na Mesa, já tivemos mulher na presidência da Câmara, a justificativa do projeto foi muito simplória, tinha duas linhas”.

A manifestação de Junior Sousa (MDB) foi no sentido de se colocar “à disposição do conselho das mulheres. O vereador Caio defende a participação das mulheres, mas foi voto contrário”. Autora do PR sobre a participação feminina na Mesa Diretora, Marli de Luquinha (MDB) esclareceu que “o projeto citado, como foi muito simples, não precisaria de discussão porque os vereadores tiveram acesso ao texto”.

Ativista da participação feminina na política, Carol Canabrava (Avante) se mantem motivada pela busca de mais representatividade. “Além de sermos metade da população somos mãe do restante. Isso não é chá de desânimo, mostra que temos que lutar mais ainda”, sobre a reprovação do texto.

Ismael Soares (PP) preferiu destacar a participação feminina na composição do primeiro escalão do Executivo. “Este governo não está descoberto da força da mulher, temos a secretária Luciene, na Assistência Social, Roselene na Educação. Na Câmara a procuradora geral é mulher. Votei contra, mas estou aberto para debater e ouvir”.

Por fim Heloísa Frois (Cidadania) pontuou que “dizer que a justificativa (do PR) foi pobre me entristece muito. As mulheres são maioria de eleitoras no Estado. De 2018 para cá a maioria das empresas estabelecidas têm mulher na liderança. Desculpa vazia porque sabemos do que precisamos para exercer nossa representatividade”, contextualizou.

 

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